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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mudança para o Entre Chicletes

Por causa de praticamente mesmo conteúdo, decidi de vez mudar para o Entre Chicletes.
O conteúdo de lá e cá estava ficando quase na mesma e querendo ou não, lá meus textos estão se desenvolvendo melhor.

Peço humildemente para quem me seguia aqui, comesse a seguir por lá. Quanto ao Tubaína com Vodka, ele não será excluído, apenas desativado.
Quem sabe um dia volte, mas de qualquer forma, leiam-me por lá!

Bye Bye

terça-feira, 10 de abril de 2012

Âmbar


Os olhos eram estranhos, negros e frios que faziam qualquer um paralisar. Eram os mais fortes dos quais eu já havia visto. Não eram olhos comuns e talvez por isso, difícilmente eu conseguia encara-los.

Não era mais um olhar encantador como antes, não eram mais aqueles olhos âmbar que eu não encarava por vergonha. Agora eram olhos negros que eu não encarava por medo, medo da melancolia.

Os anos foram se passando e com isso ele foi escurecendo, não sei se por tristeza ou por desespero, mas a única coisa que eu sentira era medo de passar pela mesma experiência. Não queria meus olhos e muito menos que minha alma escurecesse daquele mesmo jeito.
Era assustador, era apavorante vê-lo daquele jeito e não poder fazer nada.

Poderia dizer que era apenas o tempo, experiência, maturidade ou qualquer tipo de desculpa que gente melancólica dá para esse tipo de coisa. Mas não, acho que era tristeza mesmo, tristeza e dor ao ver que a sua vida não ocorrera como planejado, não saira como nos contos de fada que sempre sonhara.

Alguém poderia salva-lo daquilo? Provavelmente, porém não se pode salvar algo ou alguém que ainda não está no tempo de ser salvo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

20 e tantos anos.


É estranho pensar nos meus 20 anos "presente" e "passado".
Digo "passado" por quando tinha lá meus 14, 15 anos (ou menos) imaginar como seria minha vida com essa idade. Pensava que teria um emprego bom (ok, consegui), morando sozinha (isso ainda não) e com um namorado descente (nem em sonho).
A gente pensa cada besteira quando é mais nova. Imaginava que quando fizesse 18 anos me encheria de tatuagens e de piercings (hoje só tenho um piercing e nenhuma tattoo por medo), pensava que já teria dinheir o suficiente para sair de casa, pensava que seria boa o suficiente para alguém.
20 anos me deprime. Sei lá, já estou me sentindo velha, principalmente quando penso que daqui à 10 anos já terei 30 e não faço a mínima idéia de como minha vida vai estar.

Bom, acho que estar viva já será um bom começo.



Caroline Beltrame

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hipócritas de natal

A sociedade não quer saber do bom rapaz/boa moça que você está se tornando. A sociedade só quer o trabalho e consequentemente o lucro que você proporciona à ela.
Não quer saber se você é um bom filho, um esposo fiel. Quer apenas saber quanto seu sacrifício diário de 8 horas diárias ( ou mais) recebe no final de cada mês.
Não quer saber se seus filhos são bonitos e bem vestidos suficientemente bem ( à menos que seja quantativamente, é claro).
Não quer saber o quanto sua esposa é bonita, apenas o quanto ela gasta para manter a beleza.
Só se importa com crianças morrendo de fome e sem família em Natal e Dia das Crianças (que no resto do ano usam  roupas e brinquedos velhos e inutilizáveis).
Só se importa com belas mulheres magras e com seios fartos para que suas academias e cirurgiões plásticos faturem. Porém esquece totalmente de garotas anoréxicas em suas casas se suicidando e em cirurgias que levam milhares de pessoas à morte todos os anos.


Mas tudo bem, tudo bem. Você tem um bom emprego, uma esposa bela e magra, filhos adoráveis com seus caros e tecnológicos brinquedos e uma amante amável que se deita com você para suprir seus caprichos pelo menos uma vez por semana enquanto diz que está fazendo hora extra no trabalho.


Viu só? A vida perfeita de qualquer cidadão.






Caroline Beltrame

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Insanidade

Medos, loucuras e insanidades que em minutos de explodem de uma só vez dificultando a vida cada vez mais e  mais.
Já não tenho a mesma paciência que tinha antes, já não tenho mais os pensamentos insanos e totalmente sem nexo que tive antes durante muito tempo.
As coisas mudam e muitas vezes para a pior. A realidade que surge e o resto se torna vazio.
Os sentimentos, esperanças e as alegrias do "talvez um dia" desaparecem. É doloroso.
O tempo passa e a inocência desaparece, não há mais ideias absurdas da melhora dos dias. Apenas se vê  oque realmente deve acontecer e nada mais.
Tudo some e o nada surge.


Caroline Beltrame